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''Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)

27.11.13

{Texto} Espaço de Tempo

     Por um curto tempo, sinto que tudo está bem. Por apenas algumas horas vejo as coisas boas. Por apenas alguns minutos estou sorrindo com sinceridade. Por apenas alguns segundos estou feliz.
     Por um curto tempo, consigo me distrair de tudo que carrego em minhas costas. Coisas que ocupam minha cabeça acontecem; isso faz eu não pensar mais; isso faz eu não sentir mais; isso faz eu não me torturar mais; isso faz eu esquecer de tudo; isso faz eu pensar que nada de ruim acontece. Sinto que tudo está bem.
     Por apensar algumas horas, meus olhos enxergam o que tenho de bom. As coisas ruins não as tampam mais, nem as esmagam. As coisas boas estão mais fortes que eu e sobrevivem sem utilizar tanta força; As coisas boas destróem e destroçam as coisas ruins. As coisas ruins morrem, dando mais vida as coisas boas. As coisas ruins perdem as forças. As coisas boas ressurgem. Nada mais pode as impedir de se mostrarem como são. Nada mais pode as esconder. Nada mais as faz se tornarem invisíveis. Eu as enxergo. Vejo as coisas boas.
     Por apenas alguns minutos, não minto ou sou hipócrita. Não o faço para esconder minhas tristezas. Não o faço para ninguém perguntar. Não o faço para tentar me convencer. Não o faço para preencher meu rosto com mentiras. Não o faço para não chorar. Não o faço porque sou fraca. Não o faço. Estou sorrindo com sinceridade.
     Por apenas alguns segundos, o sentimento não escapou. Espalhou-se. Meu medo foi embora. Dominou-me. Os sentimentos negativos me abandonaram. Completou-me. A tristeza partiu. O pensamento estúpido de que eu irei desacostumar e não saberei lidar com as situações cessou. Estou limpa. As coisas ruins foram embora. Tenho vontade de fazer as coisas. Tenho vontade de falar com as pessoas. Não tenho vontade de me isolar. Não tenho vontade de desistir. Tenho vontade de prosseguir. Tenho vontade de passar por cima das dificuldades. Tenho força para superar meus desafios e limites. Eu sinto que consigo. Eu sinto meu propósito. Eu sinto minha missão. Eu consigo ser normal. Eu consigo ser mais sincera. Eu consigo conhecer novos céus. Eu não sinto medo. Eu sou eu mesma. Eu sou corajosa. Eu acredito com mais fé. Eu vejo a verdadeira veracidade. Eu consigo. Estou feliz.
     Provisoriamente...

{Poesia} Sentimentos Desprezíveis

Eu simplesmente os detesto.
São tão ruins que os evito.
E de tanto os evitar,
Sinto-os quase há todo instante.

Eu tento,
Esforço-me
Para não senti-los.
Mas minhas dificuldades emocionais
Impedem-me de controla-los.

Ciúmes, pessimismo,
Inveja, hipocrisia,
Desejos ruins.

Mas todo ser humano os sentem.
Eu não gosto de senti-los,
Pois me sinto o pior ser humano
Do mundo.

Não sei controla-los.
E todas as minhas tentativas são em vão.
Como fazer?
Talvez me afastar
De todos os motivos
Que me fazem os sentir.
Eu os odeio.

{Poesia} Estradas da Felicidade

A partir do momento em que nascemos,
Nossas estradas são construídas.
Alguns nos levam aos caminhos do conhecimento.
Vida e Deus.
Outros ao desdém, indiferença e morte.

Escolhemos os caminhos que seguimos.
Mas sempre com receio do que acontecerá.
A sempre uma surpresa nas estradas,
Entretanto nunca sabemos o final.

Durante nossa vida, sempre a aqueles que
Nos acompanham.
Que nos fazem felizes.
Que dariam de tudo para ver
Nossos sorrisos.

Dê valor a quem te faz feliz.
Siga os caminhos certos,
Mas, principalmente, seja feliz.

{Poema} Minha Fascinação

Na escuridão você vive,
Mas tem luz própria.
Na imencidão se encontra,
Porém nunca está sozinha.

Você não da vida a outros seres,
Mas me revive dia após dia.
Minha inspiração, paixão, companheira,
Melhor amiga, confortadora, confidente,
lago cinza, conexão. Simplesmente minha vida.

Ao meu alcance você
Não está.
Distante... Bem distante...
Mas não importa o lugar
Onde está, sempre nos encontraremos
Na minha janela.

{Poesia} Dê um final...

Essa é a história de alguém.
Um alguém triste.
Um alguém que não enxerga
Mais as cores da vida.
Que só sofreu durante a curta existência.

As pessoas machucaram muito
Esse alguém.
Um alguém bem sensível,
E ninguém viu isso.
Ninguém quis ajudar.
Simplesmente assistiam a tudo
Sem fazer nada,
E, às vezes, até participavam do
Motivo do oceano desse alguém.

Esse alguém fazia de tudo
Para se livrar das tristezas
E do oceano afundador
Que parecia não ter fim.

Mais e mais lágrimas antes de dormir.
Mais e mais dor para aguentar.
Dia após dia.

Em questão de tempo,
A dor estava entranhada na própria carne.
Cada marca em cada lugar
Mostrava a fragilidade e a dor
De um alguém com coragem para sentir
E mostrar a outras pessoas.
Que tanto desprezaram, machucaram,
Torturaram, magoavam,
Castigavam e odiavam
Por ver uma pessoa sendo pessoa,
Por ver alguém diferente,
Um alguém com cor.

Esse alguém não aguentava mais
Não ter ninguém para conversar
E dar risada.
Esse alguém não conseguia ver
Beleza na solidão como muitos viam.
Esse alguém não conseguia ver beleza
No que era considerado normal.

Apesar de esse alguém ter sido tão maltratado
Por aqueles de sua própria espécie,
Apesar de toda a dor e sofrimento,
Apesar de todos os motivos para se transformar
Esse alguém continuou sendo quem é.
Nunca mudou ou perdeu sua essência.

Seu modo desagradável de vida
Sufocava.
Esse alguém já não aguentava mais
Toda a dor diária.
Já não aguentava não ser aceito(a)
Por ser diferente.

Um dia esse alguém
Decidiu que acabaria com tudo.
Não encontrava mais significado
Para sua vida.
Sua missão tão distante
Quanto nunca esteve.
A perdição nunca foi tão familiar,
Nunca rondou tanto.

Encontrou o lugar perfeito para
Dizer adeus a vida e a tudo.
Uma ponte.
Um lindo rio enfeitava suas pernas.
E lá se encontra um alguém.
Sem nome ou idade.
Sem cor e sem vida.
Algo quase transparente.

O final desses versos está em suas mãos...
Você pode ajudar alguém
A escrever o próprio final.
...

23.11.13

{Poesia} Medo Estúpido

Tenho um medo estúpido.
Mas quem não tem um, dois ou vários?
Tão estúpido que tenho vergonha
De escrevê-lo nessas linhas.
Mas, por mais estúpido que seja
Tem um fundo muito lógico.
E humano.
Talvez eu não seja a única.
Talvez mais pessoas que eu pense o tem.
Talvez a humanidade toda.
Tenho medo do tempo.
Está passando cada dia mais veloz.
O futuro está tão próximo.
E o tempo só o faz ficar mais próximo.
Não sei o que me reserva.
Minhas escolhas e decisões
Não sussurram para mim uma ideia,
Simplesmente não dizem nada.
Tão estúpido.
Logo minha vida mudará completamente.
Tanto que não a reconhecerei.
Somente reconhecerei a eu mesma.
Talvez nem isso.
Tempo é algo tão ruim e tão bom.
Passa mais rápido quando não queremos
E demasiadamente lento quando o imploramos
Que passe depressa.
Tão incrível e maravilhoso
Que o temo.

{Poesia} Supere-se

Eu já pensei.
Eu já senti.
Eu já cometi.
Eu já me convenci.
Eu já agi.

Pensei, senti, cometi
Convenci-me e agi
Como uma fraca.
Já disse incontáveis vezes:
''Eu não consigo.''

Quantas vezes
Você já o fez?
Muitas?Poucas?
Todo mundo já o fez.

Não ligue para tal
Pensamento estúpido.
Porque se não conseguisse
Não estaria na batalha
Chamada vida.

Você é forte.
Você consegue.
Você é invencível.
Você é lutador (a).

Não importa qual seja
O seu desafio.
Acredite que é capaz,
Pois você é.
Quando começar a acreditar
Conseguirá superar o seu desafio.

Se não acreditar
Em si mesmo
Ninguém o fará.
Não espere que as pessoas
O farão,
Porque não farão.

Supere-se!
Acredite!
Sorria!
Sinta!
Viva!
Lute!
Você é capaz!

Não se dê por vencido.
Você passará por cima
De qualquer coisa
Que desejar.

{Poesia} Mais quantas vezes?

Mais quantas vezes?
Mais quantas vezes escreverei?
Mais quantas vezes pensarei?
Mais quantas vezes direi?
Mais quantas vezes desejarei?
Mais quantas vezes me convencerei?
Mais quantas vezes quererei?
Mais quantas vezes me depararei?
Mais quantas vezes ouvirei?
Mais quantas vezes lerei?
Mais quantas vezes mudarei de ideia?
Mais quantas vezes chorarei?
Mais quantas vezes perderei?
Mais quantas vezes sangrarei?
Mais quantas vezes me torturarei?
Mais quantas vezes doerá?
Mais quantas vezes sentirei?
Mais quantas vezes estarei errada?
Mais quantas vezes me enganarei?
Mais quantas vezes guardarei?
Mais quantas vezes silenciarei-me?
Mais quantas vezes estarei fechada?
Mais quantas vezes me sentirei fraca?
Mais quantas vezes sentirei que não consigo?
Mais quantas vezes isso irá acontecer?
Mais quantas vezes terei que lutar comigo?
Mais quantas vezes terei que lutar contra tudo?
Simplesmente, mais quantas vezes?

{Poesia} Dor

Dor.
Simplesmente dor.
Dói tanto.
Nos meus pulsos,
No meu miocárdio.

Dor.
Simplesmente dor.
Que aparece do nada.
Dor.
Repentina.

Dor.
Simplesmente dor.
O que fazer?

Dor.
Simplesmente dor.
Só dói.
Mas, por que dói?

Dor.
Simplesmente dor.
Tão pequena.
Tão insignificante.

Dor.
Simplesmente dor.
Não vejo você com grandeza,
Só a vejo com pena.

{Poesia} Quebra-Cabeças

Encarar uma folha de papel.
Olha e olha...
Tudo o que ouço são
Os berros do silêncio
e as ideias na minha cabeça,
fazendo tanto barulho.
Batendo entre si.
Uma completando a outra.
Olha e olha...

Uma palavra,
Uma frase,
Um verso,
Uma estrofe.
Os versos soltos,
Que antes voavam
No céu quase infinito
E diferente da minha cabeça,
Agora se conectam como
Um quebra-cabeças.

Cada letra uma peça,
Cada verso uma imagem.
Cada palavra um pensamento.

Olha e olha...
A folha de papel.
Está desenhada;
Não com figuras,
Mas por palavras.