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''Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)

28.10.13

Ideias Inconclusivas

     Fico pensando e pensando. Sempre com ideias opostas e chegando a opiniões diferentes. Fatos e detalhes que parecem conclusivos são mais complexos e precisam ser analisados de forma minuciosa, mas mesmo fazendo ainda não posso chegar a uma conclusão. Complexidade demais para uma mente humana. Talvez, Deus os criou complexos demais justamente para não compreende-los e sim aprecia-los.
     Somos tão diferentes uns dos outros. Cada um com suas habilidades, defeitos e escolhas. Cada um agindo e sendo do jeito que é. Alguns querendo ser outra pessoa por não se contentarem com as pessoas maravilhosas que são. Porém mesmo tentando agregar em si qualidades de outras pessoas, ainda existe algo incrivelmente único. Toda pessoa tem algo de especial, pois todos são únicos. Mesmo quando não acreditam nisso. Vejo pessoas como estrelas. Há um imenso céu cheio de estrelas, cada qual com seu brilho especial. Algo que a torna memorável. Alguns tristes ficam fracos, mas quando passam a acreditar em si mesmo brilham tanto que todos a notam. Outras brilham demais, mas não sabem o seu verdadeiro. Aquele é somente algo superficial. Existente só para dizer que brilha quando na verdade não compreendem a complexidade de si mesmo. Mas isso tudo é uma fase e logo passa.
     Somos tão iguais. Tão parecidos que alguns insistem em criar padrões e classificar a todos, não vendo mais distante do que a mente fraca, que criou, vê. Tão estúpidos são. E ingênuos e inseguros são aqueles que aceitam ser padronizados não vendo nada de especial em si mesmos. Essas pessoas buscam desesperadamente um lugar familiar que possam chamar de seu quando lhes for perguntado e algo que possam se orgulhar de fazer parte, e compreensão, pois não estão recebendo no lugar onde estão e acabam o buscando em outros lugares até encontrar. Alguns passam a vida inteira procurando e nunca acham. Entretanto numa jornada nada muito significativa, mas descabível. Alguns estão perto de achar o que procuram, mas as montanhas são pesadas demais para forças cicatrizadas e acabam se perdendo ou perecendo.
     Ainda não consigo concluir minhas ideias, pois ambas estão corretas ao seu modo. Talvez sejamos as duas coisas. Ambas se completam e mostram pontos de vista diferentes, para que possamos enxergar os dois lados. Para assim podermos encaixar corretamente essas peças de quebra-cabeças.

{Poesia} Sem forças para Lutar

A vida gosta de nos dar desafios.
Grandes montanhas para erguermos nas costas,
Mas quando não superamos um desafio anterior
Justa-se com o novo que a vida nos dá,
Fazendo uma gigantesca montanha,
Que não conseguimos carregar.

Somos fortes até um momento da nossa vida,
Entretanto chega uma hora
Que não conseguimos mais erguer montanhas.
E, acabamos acreditando que somos fracos.
No fundo, temos um pouco de fraqueza.

A fraqueza me dominou.
Não consigo mais erguer montanhas.
A vida me pressionou até onde pude.
Fui vencida e não consigo mais lutar.
Perdi todas as forças que obtinha.
Foram mortas por desafios pesados demais.

Dizem-me para não parar de lutar,
Mas não entendem que já não o posso fazer.
Fui vencida e aceito minha derrota.
Que acabou resultando na minha morte.

E, aceito-as de bom grado.
Sem reclamar e hesitar.
Ela sempre me rondou,
E agora me conseguiu.

24.10.13

Luis Fernando Veríssimo

'' Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas ''. 

Meu rosto virou um rio.

Estou numa tristeza tão profunda, que no lugar dos meus olhos estão grandes bolsas d'água que explodirão a qualquer momento. Trilhando seu caminho até cair; fazendo do meu rosto um rio.

23.10.13

{Conto} Suicídio.

     O poço era grande, escuro, maldoso, sem saída e principalmente trancado a sete chaves. O desespero tomou conta de mim. A esperança de que um dia sairia dessa grande escuridão era quase extinta, nunca acreditei que sairia sozinha; estava certa.
     Esperei por muitos, confiei em pessoas erradas, mas a hipocrisia era tamanha que o falso sentimento de amizade era implícito, só eu não percebi.
     Aguardei ajuda, mas só afundei mais. Não tinha mais no que segurar. Fechei meus olhos e continuei caindo buraco negro a fundo, desistindo de que um dia sairia dali. Os humanos só olhavam, comentavam entre si, e não me estendiam a mão para me ajudar.
     A luz não era mais visível, só o que podia se ver era a escuridão, sangue saindo dos meus pulsos, correntes lacrando qualquer abertura pela qual poderia passar e grandes cadeados.  O único som audível era o silêncio, o sussurros de palavras dizendo:
     - Você sabe como acabar com isso.
     - Ninguém irá perceber.
     - Por que ainda insiste?
     - Acabe logo com isso.
     - Ninguém gosta de você.
     - Para que você existe?
     - Qual é o sentido disso tudo?
     Estava a um ponto de querer fazer isso. Fazer esse maldito mundo acabar. Dar um ponto final a isso. Quem iria me ajudar? Sou uma pessoa insignificante.
     Quando a esperança desaparecera algo acontecera. Um barulho alto fora ouvido. Era quase impossível não ouvir, era tudo tão silencioso, dava-se para ouvir qualquer coisa.
     Uma figura se aproximava rapidamente. Sem eu perceber pegou minha mão e foi me conduzindo lentamente a saída mais distante. Quando dei conta da situação, já não estava dentro daquele poço. Uma luz, uma bela paisagem, mas, acima de tudo, luz.
     Andei e andei. Apreciei as paisagens que via, todo o bem-estar que sentia. Felicidade era visível e, às vezes, preenchia-me por completo. Apreciava com toda a admiração que podia sentir.
     Mas, não durou muito.
     Logo me vi sem luz para admirar. E tudo o que via e sentia era escuridão. Poderia haver escuridão mais escura que a própria escuridão? Talvez. A minha.
     A figura tentava se aproximar. Chamava-me com desespero.
     - Segure! Não desista! -gritava e gritava. Não a ouvia tão audivelmente, somente um sussurro diferente no meio de gritos iguais.
     Num primeiro momento, culpei algo desconhecido por não conseguir alcançar a figura, mas logo me culpei, pois não queria sair do poço maldoso e totalmente conhecido. Não gosto de coisas desconhecidas.
     Não existiam mais esperanças para mim. Caí mais fundo e não queria sair. Passei tempo demais culpando algo que não conhecia, mas deveria ter passado todo esse tempo culpando a mim mesma.
     Fechei meus olhos, abri meus braços e preparei-me para cair mais e morrer.
     - Não desista! Segure! Segure! - gritava e berrava a figura. - Por favor!
     - É tarde demais para mim. Não tenho mais armas para lutar. Só posso me entregar. Desculpe. Perdeu tempo e esforço, não queria que tivesse se dado a tal trabalho. - olhei para ele. Sua expressão era de pura consternação e desespero - Desculpe! - gritei.
     Deixei a morte terminar de me destruir. Não haveria muito trabalho. Não sobrou nada. A dor não era muita. Nada pior do que meu miocárdio já não havia sentido.
     Não durou muito tempo. Logo já não tinha mais consciência de nada. Tudo passou como um sonho distante, que desaparecera como fumaça.
     - Você foi fraca e desistiu. Não tentou lutar. Sua fraqueza será marcada em ti. - sussurrou uma voz que não conhecia.
     E pouco importava, eu já havia morrido.

18.10.13

{Conto} Senhor da Morte

      Era noite, a movimentação na rua era escassa. O céu ameaçava chorar, talvez não aguentando tanta coisa que via. Ultimamente, o céu tem sido mais forte que eu. Suportando com sucesso todo o sofrimento que vê e sente sem chorar e sempre sorrindo, não só com os lábios, mas também com os olhos; com sinceridade, não com falsidade e hipocrisia. Algo que não vemos com muita frequência nos dias atuais.
      Ao meu lado direito estava a rua pouco iluminada e vazia. Totalmente morta, como se vidas não tivessem passado ali. Simplesmente insignificante e nada. É incrível como as coisas mudam, de algo importante e cheio, vivo, rico vira simplesmente nada, algo sem vida, algo morto, sem respiração.
      Ao meu lado esquerdo estava uma floresta alta, e bem ao longe uma grande árvore. Como se fosse a árvore do mundo. Com gigantescos galhos e grandes folhas verdes, tão verdes que pareciam muito maduras, cairiam a qualquer momento. Deixando a grande árvore nua. Exposta para que quiser ver, ao frio e grandes tempestades que assombram nessa época do ano. Totalmente desprotegida. Uma criança que precisa de proteção.
      Meus pés pararam de repente. Impedindo-me de continuar meu caminho. Obrigando-me a olhar a grande árvore. Meus olhos presos como um peixe na boca de um urso.
      Um raio explodiu no céu ao longe. Ventos irados me atingiram em cheio. Meus enormes cabelos querendo desgrudar do meu couro cabeludo. Os fios chicoteavam meu rosto. As folhas no chão se espalharam sem rumo, chegando a invadir o asfalto esburacado. Urubus berravam com suas vozes enervantes; rondando a árvore desesperadamente. Um vazio preencheu o ambiente. A perdição caiu nesse lugar. Folhas pretas apareceram do nada e delas se formou uma figura sinistra. Uma silhueta toda encapuzada de preto surgira nos últimos galhos. Ele não tinha rosto, era tudo negro. Começou a olhar para mim. Estava totalmente inerte. Só conseguia olhar aquela criatura sobrenatural que me fitava descaradamente e cruelmente.
      - Seus amados serão os próximos. - disse com uma voz rouca, grossa e sem piedade.
      - O que quer dizer? - perguntei, tentei parecer firme, mas minha voz saiu como uma vítima perante a morte.
      - Seus amados serão os próximos. - voltou a repetir e logo em seguida começara a rir com total maldade.
      Em poucos instantes a figura se desfez do mesmo jeito que surgira. Só com uma diferença, um odor totalmente fétido ocupara o ar. Um cheiro de corpo em decomposição.
      Fiquei fitando por mais alguns instantes o que agora era nada.
      Continuei meu caminho. Não morava tão distante daquele lugar.
      A música explodia nos fones de ouvido. A figura sinistra não saia da minha cabeça. Sentia olhos em minhas costas, como se estivesse alguém atrás de mim. Seguindo-me, observando cada passo meu. Pronto para apontar o dedo na minha cara, julgar-me, dar risada dos meus erros e fracassos. Minhas pernas se apressaram. Com a velocidade que obtive não vi um buraco na calçada mal feita e caí. Sangue escorria pelos meus joelhos, braços e mãos. Assustada, tratei de levantar apressadamente e correr para casa.
      Estava tudo escuro. Por eu morar sozinha não tinha ninguém para me esperar. Acendi a luz do corredor principal e fui até o banheiro dar um jeito nesses ferimentos. Sentei na privada e limpei-os, porém quanto mais os limpava mais sangue saia. Enfiei os joelhos na água corrente e logo esta se tornou vermelha escura. Logo depois, o sangue cessara. Soltei um suspiro de alívio.
      - Não tão cedo. - ouvi um sussurro ao pé da minha orelha, rouca e maldosa, parecida com a da figura sinistra. O medo me preenchera por completo.
      Olhei pros meus joelhos e um líquido preto e sórdido começara a escorrer no lugar do sangue. O que é isso? Pensei comigo mesma. O pavor me invadira.
      Uma risada ecoou pelo banheiro. Alguém estava se divertindo com o meu desespero, mas era comum na minha vida e de muitos outros. Pessoas são cruéis, dão risada das desgraças dos outros, sempre felizes com pessoas que estão em situações inferiores a sua própria.
      Minha visão começou a ficar embaçada. Não sentia mais meus membros e não conseguia distinguir mais a realidade. Uma forte sensação péssima começou a dominar meu corpo. Meu cérebro não raciocinava normalmente. Não demorou muito, logo senti o chão abaixo de mim. A realidade me escapara.
      A sensação ruim ainda não deixara meu corpo, mas, pelo menos, meu cérebro voltara ao normal. Levantei-me do chão, perguntando-me a todo instante o que havia acontecido. Sentei na privada e levantei minha cabeça, fazendo assim a sensação me deixar. Em poucos minutos tudo voltara ao normal. Olhei para os meus joelhos e os ferimentos já estavam entrando em processos de cicatrização.
      Sai de lá e fui a cozinha, meu estômago berrava pedindo comida. Enquanto preparava tudo, liguei a pequena TV no canal principal de noticiário. Um grande acidente ocorrera, um corpo foi queimado por completo, a única parte que sobrara  foi o rosto.
      - Que tragédia. Que Deus abençoe a família e amigos. - disse para o silêncio.
      Assim que terminei de comer, escovei meus dentes e fui pra cama.
      Ao desligar a luz, senti que não estava sozinha no quarto. Um par de olhos observava cada respiração minha. Tentava a todo momento me convencer de que era besteira minha e coisa da minha cabeça. Fechei os olhos e permiti que o nada me consumisse. Senti dedos tocarem meu rosto, o que me fez gritar de medo e ligar as pressas o abajur ao lado da cama. Não havia ninguém no quarto, tudo vazio e silencioso - a não ser pelo fato de estar totalmente ofegante e o quarto estar ecoando o mesmo.
      - Quem está ai? - disse com a voz tremula - Tem alguém ai?
      Depois de tanto esperar alguém aparecer e quase ter um ataque cardíaco, finalmente estava calma. Isso foi assustador, pensei comigo mesma.
      O sono me pegara. Deixei a luz acesa, com medo de apaga-la. Estava quase dormindo e uma risada fria e cruel ecoou no fundo dos meus ouvidos. Estava cansa o suficiente para não abrir os olhos.

      Gritos de diversão, altas risadas, palavras desprovidas de inteligência, palavrões. Não tinha mínima consciência do que estava acontecendo de fato.
      Meus amigos estavam comigo. Um lugar apertado e fechado, as janelas estavam com pequenas frestas abertas. Concluí que, talvez, estivesse dentro de um carro. Olhei pro lado e vi um amigo com uma garrafa de vodca na mão. Olhei pro outro lado e vi uma amiga com outra garrafa na mão. Meu amigo no comando do carro estava com uma garrafa de cerveja e nas minhas uma de tequila.
      Bebíamos e gritávamos. Isso não nos cansava. No rádio do carro a voz do Axel Rose gritava, o que me deixava surda aos poucos. Nossa cantoria desafinada estragava a música.
      - Hei gente. Saca só. - disse gritando meu amigo motorista, chamado a atenção de todo mundo. Logo em seguida tirou as mãos do volante e virou a garrafa na boca, mais derrubando em si mesmo do que bebendo.
      O carro começou a ziguezaguear pela estrada. Altas risadas foram ouvidas.
      - Acho... que... vamos... bater... em algum... lugar. - disse, mal conseguindo pronunciar tais palavras de tanto que dava risada.
      Uma figura surgira no nosso caminho. Toda preta, mal dava para ver o rosto. O motorista logo colocou suas mãos no volante e desviou do que seja lá o que era aquilo.
      Minha cabeça se transformou num ioiô, ia para frente e depois voltava para trás. Uma forte dor atingiu meu corpo, principalmente no pescoço e cabeça. Outra dentro da cabeça tomou conta de mim.
      Não durou muito, a dor era demasiada, logo se apoderou de mim. E, com isso, perdi a consciência.
      Voltava a mim aos poucos. Abri os olhos lentamente. O silêncio berrava no ambiente. Uma enorme árvore estava na minha frente. Ao olhar pro lado vi uma silhueta familiar parada a poucos metros de onde estava. Já a havia visto, mas onde? A risada maligna e totalmente sem misericórdia foi feita por ele. Logo a silhueta sumiu entre corvos e folhas pretas.
      Um carro parou e um casal saíra. A mulher parou a minha janela, viu-me acordada e sua expressão viveu a preocupação e o desespero.
      - Aguente! Chamaremos ajuda. - disse apressadamente e logo saiu com o celular na mão.
      Minha audição ficara mais aguçada. Ouvia um barulho calmo. Gotas caindo em algum lugar. Aquele som me deu paz. Sentia que logo as coisas acabariam. Fechei meus olhos e ouvi um barulho alto, seguido de um grito de susto. Uma dor pelo meu corpo ameaçara me dominar. Não diminuía, só aumentava. Abri meus olhos e uma visão de horror me atingira. O carro estava sendo devorado pelas chamas. Meu corpo sendo decomposto comigo viva. Meus amigos morrendo. Aqueles que tanto amo.
      Não conseguia sair do carro. Depois de tanto lutar, logo desisti. Sabendo que qualquer tentativa seria falha e vã.
      - Eu disse que seus amados seriam os próximos. Foi ótimo ter os acompanhado. Sua morte foi só o começo do seu sofrimento. - disse a voz do senhor da morte.
     
      - Uma mulher foi encontrada queimada em seu quarto nesta manhã. Policiais não sabem como a morte aconteceu, mas suspeitam de um assassino em série. Outras três vítimas e o carro de uma delas foram encontradas no mesmo estado.

9.10.13

Não gostamos do que nos desconhece

Julgamos somente o que nos desconhece.

Mais do que se possa enxergar

Os cegos e estúpidos pensam que o mundo é uma grande bola redonda, mas o mundo é muito mais que isso. Viver na mesma mediocridade é não ver outra forma de viver. E não saber ver as coisas de outra forma. 

Negligente e sufocado

O ser humano de hoje é negligente e sufocado. Sempre se obrigando a fazer tudo certo, não tendo a opção de errar e com isso, na maioria das vezes, esquece que sempre tem o caminho que nos leva ao início. Deixa tudo isso de lado para se obrigar, deixa o poder de saber escolher, de não encarar as coisas como elas são de verdade. E quem é assim, achará que tudo isso não passa de uma metáfora poética, mas digo-lhe algo, no momento em que abrir seus olhos passará a visualizar as coisas igual a mim e será mais feliz.

Fracassos

Não tenha medo ou vergonha de fracassar. Fracassos nada mais são do que planos que não dão certo e grandes lições. Eles existem para que aprendamos e tenhamos a chance de recomeçar. Mas não conte sempre com isso, aquele que muito fracassa não é sábio e sim desprovido de inteligência. Dê seu melhor em tudo. Estarei desejando seu fracasso.

{Pensamentos} A vida é...

Nossa vida é como uma praça com caminhos; cada qual nos leva a um lugar diferente, mas nunca tão distante um do outro, para que tenhamos a chance de voltar ao início e escolher outro caminho que nos leve a algo maior.

3.10.13

{Texto} Equilíbrio

    A natureza de alguém otimista está inteiramente baseada em vida boa e quase sem sofrimentos. Ninguém é capaz de viver sem sofrimentos, mas alguns não são significativos. Otimismo e pessimismo não deveriam ser formas caracterizantes de uma pessoa, e sim o realismo.
    Quanto mais se é otimista mais iludida a pessoa é. Quanto mais se é pessimista mais odiosa, cruel e fria essa pessoa é. Encontrar um meio termo, um ponto de equilíbrio, é a melhor opção. Nem pessimista nem otimista.
     Vivemos em um mundo cruel, cheio de malignidades, deturpado. Precisa-se de realismo. Ser otimista traz esperanças vazias e um sonho distorcido. Ser pessimista traz ódios e rancores e uma vida depressiva.
       Dizem que tudo o que é demais faz mal, e isso se aplica em todos os casos. Inclusive em pontos de vista e uma natureza psicológica.
        Tudo o que a humanidade inteira precisa é de um equilíbrio. Mas, afinal, quem não é uma dessas coisas.