Nada nem ninguém me conhece mais que o papel.
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''Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)
31.5.14
{Poesia} Segredo que magoa
Segredo...
Que entriste e faz-me sentir assim.
Segredo...
Que todo mundo esconde de mim.
De repente estava triste,
fui consolar você.
Mas não permitiu.
Assim que saí para deixá-lo sozinho,
outra chegou e perguntou.
Você contou para ela,
mas deixou a mim de fora.
A tristeza me bateu as portas do coração,
fiquei horas perguntando o que tinha
e só bastou ela perguntar uma vez
e você contar tudo.
O que falta em mim?
Por que não posso saber?
Não terei nenhuma resposta,
somente uma tristeza imensa.
Segredo...
Que você insiste em não me deixar saber.
Segredo...
Eu só queria te consolar, mas só me deixou de fora.
Que entriste e faz-me sentir assim.
Segredo...
Que todo mundo esconde de mim.
De repente estava triste,
fui consolar você.
Mas não permitiu.
Assim que saí para deixá-lo sozinho,
outra chegou e perguntou.
Você contou para ela,
mas deixou a mim de fora.
A tristeza me bateu as portas do coração,
fiquei horas perguntando o que tinha
e só bastou ela perguntar uma vez
e você contar tudo.
O que falta em mim?
Por que não posso saber?
Não terei nenhuma resposta,
somente uma tristeza imensa.
Segredo...
Que você insiste em não me deixar saber.
Segredo...
Eu só queria te consolar, mas só me deixou de fora.
24.5.14
{Poesia} A tristeza
Uma tristeza familiar me domina
e preenche-me toda.
A felicidade frágil e confortante
foi mandada embora para longe.
Todo mundo tem motivos
para a sua tristeza,
mas eu não.
Sou perseguida e dominada por ela.
A tristeza é parte de mim
e de quem sou.
Cada pedaço de mim é feito dela.
E por mais que isso seja ruim,
é bom também.
Pois numa fase difícil
é bom ter algo familiar.
e preenche-me toda.
A felicidade frágil e confortante
foi mandada embora para longe.
Todo mundo tem motivos
para a sua tristeza,
mas eu não.
Sou perseguida e dominada por ela.
A tristeza é parte de mim
e de quem sou.
Cada pedaço de mim é feito dela.
E por mais que isso seja ruim,
é bom também.
Pois numa fase difícil
é bom ter algo familiar.
{Poesia} Descontrolada
Lágrimas a beira de cair.
Tristeza dentro de mim.
Preciso disfarçar meus sentimentos.
Não podem ser mostrados.
Quero me isolar.
Quero me afastar.
Quero ir para casa.
Estou descontrolada.
Meus sentimentos estão
quase expostos.
Preciso achar um ponto
de equilíbrio.
Mas, no fundo, só quero
ficar isolada.
Tristeza dentro de mim.
Preciso disfarçar meus sentimentos.
Não podem ser mostrados.
Quero me isolar.
Quero me afastar.
Quero ir para casa.
Estou descontrolada.
Meus sentimentos estão
quase expostos.
Preciso achar um ponto
de equilíbrio.
Mas, no fundo, só quero
ficar isolada.
{Conto} Qual caminho eu pego?
Num fim de tarde frio, um homem andava por uma estrada sem fim.
A ideia de ter que andar mais do que planejava o incomodava profundamente, mas era sua única alternativa.
Andava e andava...
Cansado e desamparado não via outra solução a não ser continuar a andar.
Sua vida sempre passando como filme em sua mente. As atitudes infantis e imaturas que tomou. O que mudaria em sua vida e o que não mudaria. Seus erros e suas decisões. Seu período de definir sua vida a partir de um tempo. Sua adolescência. Sua infância. Um período de boa vida, sem responsabilidades e preocupações.
A noite caiu, cansado e faminto decidiu parar a beira da estrada sem fim. Com os instintos de sobrevivência mais aguçados, montou uma fogueira e procurou algo para comer.
Deitou-se então e admirando as bolas explosivas no céu. Com a bela paisagem, logo adormeceu.
Os raios de sol já incomodava seus olhos. Sinal de que a manhã dizia estar presente. Revirou-se e revirou-se até, finalmente, levantar-se. Esfregou as costas das mãos nos olhos e logo tratou-se de levantar. Arrumou as poucas coisas que tinha e seguiu viagem.
A estrada era a beira de uma floresta fechada, não existiam bifurcações ou caminhos alternativos. Só existe o famoso em frente.
Depois de três dias e duas noites seguindo em frente, não vendo ou tomando outro caminho, uma paisagem muda. Ao longe uma enorme encruzilhada. Dividida em três caminhos. Já pensando qual caminho pegar não conseguia decidir.
"Pego o primeiro e vejo no que dá", "Não, pego o segundo. Pode dar em um lugar diferente", "não, pego o terceiro, pode dar num lugar melhor", "mas, o segundo eu posso gostar"... E assim os pensamentos iam invadindo sua mente.
Ao chegar na encruzilhada, ainda indeciso sobre qual caminho pegar, interrompeu a caminhada. Seus olhos iam de um ao outro. Tentou enxergar além de cada curva, mas a vista era massante.
Indeciso, permaneceu no mesmo lugar durante um mês até que o anjo da morte o pegou. Seu cadáver indeciso continuou no mesmo lugar até virar pó e fazer parte da paisagem.
Dizem que sua alma ainda está no mesmo lugar, ainda tentando tomar sua decisão.
Não se sabe a identidade nem a idade, mas se sabe seu castigo.
10.5.14
Os ombros suportam o mundo - Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
{Poesia} Meus olhos
Fui forçada até um limite.
Um limite desconhecido.
Meus olhos já não mais
sorriem.
Já não mais transbordam
felicidade.
Já não são mais
brilhantes.
Fui forçada até um limite.
Um limite desconhecido.
Agora meus olhos só sabem
chorar.
Só sabem expressar
tristeza.
Só sabem
esconder;
Todo o tornado dentro de mim.
Já não sorrio.
Já não choro.
Só sinto.
Sinto tristeza.
E lá voltam as
lágrimas.
Um limite desconhecido.
Meus olhos já não mais
sorriem.
Já não mais transbordam
felicidade.
Já não são mais
brilhantes.
Fui forçada até um limite.
Um limite desconhecido.
Agora meus olhos só sabem
chorar.
Só sabem expressar
tristeza.
Só sabem
esconder;
Todo o tornado dentro de mim.
Já não sorrio.
Já não choro.
Só sinto.
Sinto tristeza.
E lá voltam as
lágrimas.
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