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''Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)

27.3.14

{Resenha} O chamado do Cuco - Robert Galbraith


Título: O chamado do Cuco

Autor(a): Robert Galbreith - psedônimo da J.K. Rowling, autora da série Harry Potter.

Sinopse: '' Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.
''


Preço: Brochura(capa mole) R$39,50 Encadernado(capa dura): R$49,50 - pesquise no Buscapé e achará mais barato. Minha edição é encadernada, achei numa promoção da submarino.

Editora: Rocco

Recomendado: Sim!



A história é vista do ponto de vista de Cormoran Strike que é um detetive particular falido que só tem um cliente. Sua esposa acabou de expulsá-lo de casa e agora mora em seu escritório. O personagem é bem esperto e não deixa muito óbvio o que pensa. Strike é o típico personagem que sente afinidade por alguém próximo e faz de tudo para não revelar. Assim como tenta sempre manter uma distância segura para não se sentir próximo demais.
Ele não deixa que ninguém entre em seu caminho para descobrir a verdade, às vezes ele chega a ser até intrometido.

A pequenos trechos do livro contados sob o ponto de vista de Robin. É incrível como consegue ser tão útil e descobrir coisas de uma forma não oficial. Conforme vai se ''acostumando'' com o chefe[Strike] vai se soltando aos poucos. Não se importa em ajudá-lo em momentos pessoais dele. Robin consegue ser algo próximo a amiga de Strike e mesmo assim continuar sendo profissional. É bem expontânea e divertida.

Conforme você vai lendo, não consegue ter uma ideia de quem é o assassino. O final é bem surpreendente, mas em minha opinião pessoal o autor poderia ter escrito o julgamento do assassino. A leitura vai te levando e você não sabe e nem consegue palpitar para onde.

A escrita é bem detalhada e com algumas palavras não conhecidas. Nada de difícil, é de fácil compreensão, mas recomendo que esteja com um dicionário ao lado.

Li em algumas resenhas que a editora Rocco não é muito conhecida por trabalhos bons em seus livros publicados. Não tem um erro de palavra neste livro e a tradução está ótima.

A arte da capa original foi mantida e ainda contribui para um mistério. O edição é capa dura está muito boa, recomendo que compre a edição em capa dura e não em brochura.

 

21.3.14

{Texto} Respeito de opiniões.

     Estava assistindo a um vídeo bem interessante falando sobre Opiniões negativas sobre livros - este vídeo - e algumas ideias começaram a surgir na minha cabeça.
     O que dá o direito de uma pessoa xingar e amaldiçoar outra só por ter uma opinião oposta ou demasiadamente diferente da sua? Nenhum! As pessoas tem que aprender a dialogar e não a apelar. Ninguém é obrigado a pensar igual a uma determinada pessoa; pessoas tem opiniões diferentes - mesmo quando são quase idênticas, sempre tem algo diferente - e muito relativas. Xingar e amaldiçoar só faz com que a pessoa que está mandando o xingamento e a maldição carregue algo ruim dentro de si, e isso de forma alguma afeta negativamente a pessoa que está recebendo o xingamento ou a maldição. Pode ser que a pessoa Y fique chateada ou triste por estar recebendo um xingamento horrível, mas depois passa. Mas e a pessoa X que está carregando um sentimento ruim dentro de si? Faz mais mal para quem nesta história toda? Não precisamos aceitar ou sermos forçados a aceitar uma opinião. Cada pessoa pensa de um jeito diferente e nunca igual. Nessa questão entra também a questão de padrões estúpidos e assim por diante.  
     Tudo bem que tem a questão do anonimato - também comentado pela Tatiana Feltrin em seu vídeo - e que as pessoas decidem ser pessoas diferentes da que realmente é, mas anonimato não te dá o direito de ofender alguém. As pessoas precisam aprender a função e a usar determinadas ferramentas da internet.
Segundo o conceito de Anonimato do Wikipédia: ''
Anonimato é a qualidade ou condição do que é anônimo, isto é, sem nome ou assinatura. Deriva do grego ανωνυμία, que significa "sem nome".
Com o advento das mensagens por telecomunicações e, em particular, pela Internet, designa o acto de manter uma identidade escondida de terceiros.
O anonimato ocorre:
  • quando se trata de um acontecimento ou de uma obra muito antiga, à qual não é já possível atribuir um autor;
  • quando o autor do acto ou obra pretende deliberadamente esconder a sua identidade.''
Nunca chegaremos a uma sociedade perfeita em que não existam pessoas que agem como babacas na internet, mas poderemos, pelo menos, eliminar 85, 90% desse ato desrespeitoso e maudoso.
     Limitar-se a dar a sua opinião e não expressá-la. O que precisa ser aprendido é dar uma opinião negativa passando tudo o que você quer passar e respeitar ao mesmo tempo. Não é escolha de palavras. A partir do momento em que você respeita a todos e a tudo, a escolha de palavras não é mais uma prática é algo espontâneo.
     Como o dito popular: ''respeito é bom e todo mundo gosta''. Então por que não ser respeitoso com todos? Ainda mais aqueles que discordam de você ou é exatamente oposto a você? Já pensou que tudo que é igual não é legal, é chato, entendiante? Precisa existir uma diversidade de tudo no mundo para que o mundo gire, se tudo for igual o mundo para.
      Não existe uma solução para comportamentos imaturos e sem motivos, não só na internet como em qualquer lugar. Isso já vai do bom senso de cada um e de como cada um pensa. Só precisamos colocar um pouco a mão na cabeça e começar a pensar que vivemos em uma sociedade com pessoas que possuem sentimentos e que, de uma forma ou de outra, merecem respeito.
     Não apele para um ponto pessoal ou doloroso. Debata! Exponha a sua opinião. Diga o que você pensa sem medo de dizer. Seja coerente nas suas opiniões. Respeite a opinião dos outros e evolua mentalmente.
 

11.3.14

{Resenha} Os últimos quartetos de Beethoven - Luis Fernando Ver!ssimo

Título: Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos
Autor: Luis Fernando Ver!ssimo
Número de Páginas:162
Editora: Objetiva
Preço: R$29,00 - pesquise no Buscapé e achará mais barato.
Recomendado: Sim!
Sinopse: '' Uma espanhola misteriosa e sensual, um ex-preso político atormentado por uma mancha no carpete, um expert em vinho que não bebe, um homem que precisa decidir até onde ir para ganhar uma promoção, uma violoncelista que exerce um estranho domínio sobre cinco amigos. Sem contar a empregada doméstica que resolve todos - eu disse todos - os problemas da casa. Quem mais além de Cremilda seria capaz de se livrar do agiota que inferniza a família e ainda por cima fazer um manjar branco igual ao da mãe?

Esta galeria irresistível de personagens está nos dez textos reunidos neste volume. Luis Fernando Verissimo vai do drama a comédia, com incursões aqui e ali na tragicomédia. Como no caso do homem, que durante um enfarte, tenta se lembrar de onde botou o remédio e o que vêm à mente são as ruis de Copacabana, o Gordo e o Magro, as capitanias hereditárias, a linha média do Flamengo tricampeão dos anos 1940 e Gisela. Ah, a Gisela!

Os cinco eram apaixonados pela Livia. Um dia ela teve a ideia de um pacto de sangue para unir a turma até a morte. A amizade sobreviverá ao ritual? A resposta você encontra no texto inédito que batiza o primeiro livro só de contos de Luis Fernando Verissimo. A enigmática Livia é um dos personagens recém-saídos da imaginação do autor. A ela se juntam figuras igualmente fascinantes, como a eficiente Cremilda e voluptosa Dolores Fuertes y Obregon - ou melhor, Dolores. Ou melhor ainda, Lo, para os íntimos.

Amor, sexo, relacionamentos, obsessões, violência, morte, tem de tudo aqui, em histórias ligeiras, como a do passageiro com fobia de avião, ou mais densas, como a do ex-militante assombrado por lembranças do passado. Vícios e virtudes do ser humano temperados pelo humor incomparável de um mestre da narrativa curta. ''

O livro é simplesmente incrível! Indescrítivel! Perfeito! São dez contos engraçados e com uma escrita super leve, flue que é uma beleza.

Os contos não são longos - com exceção do O expert e A mulher que caiu do céu( são os dois últimos contos) - e nada complicados de compreenção e escrita. As letras são grandes e possue grandes espaços entre as frases.

Gostei mais do Memórias, Lo e A mulher que caiu do céu. Não gostei muito do conto que leva o título do livro.

Os temas dos contos não são comuns, são bem polêmicos. Não será fácil encontrar um conto com algum tema que está neste livro.

A escrita é bem leve, super gostosa e nada complicada. Por causa disto, dá para ler em um dia.