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''Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)

30.8.13

{Resenha} Cair da Trevas - Cate Tiernan

'' Depois de 450 anos, esperava-se que Nastasya já tirasse de letra essa história de imortalidade. No último outono ela buscou o refúgio em River's Edge, uma espécie de retiro espiritual onde ela e outros imortais tentam estabelecer a paz com seu passado tortuoso. Porém, em vez disso, tudo o que Nastasya descobriu - além de que detesta acordar cedo numa cama dura para catar ovos de galinhas furiosas - é que ela não está segura em lugar nenhum. Nem mesmo ao lado do cara/viking/ deus grego mais gato do mundo. Reyn, que ela ainda não descobriu se é sua ruína ou sua última chance de ter um amor.

Nastasya conseguiu se manter bem até o Ano-Novo, mas parece que agora, depois que fez um pedido um tanto ambicioso na hora da virada, tudo está indo por água abaixo. Nada que faz dá certo, tragédias acontecem quando ela está por perto, tudo parece não ter propósito, e, pior, ela nem sabe mais por que continua sequer tentando! Como sempre soube, sua família bem de uma grande linhagem das trevas, e Nastasya já está se convencendo de que não há escapatória. Como se não bastasse, os súbitos e totalmente enlouquecedores beijos de Reyn não estão ajudando...

Mas quando Nastasya não aguenta mais a pressão e resolve fugir de tudo para seguir seu próprio rumo, ela se vê numa situação ainda mais sombria, perigosa e destruidora do que jamais pôde imaginar. River's Edge nunca pareceu tão longe, e tão agradável... ''



      Nastasya me decepcionou. Depois de tudo o que ela aprendeu com a River, teve capacidade de sair de lá e voltar para a vida ridícula dela. Pior ainda, com o Incy; mesmo depois de tudo o que ela viu e essas coisas todas. Ela deveria ter sido um pouco mais fiel ao que aprendeu. Mas gostei de vê-la crescer um pouquinho a cada capítulo. Traz algumas lições para a nossa vida. Ela ainda foi um tanto ingênua.

     Incy estava muito bonzinho. Ainda mais sabendo que ele é de causar tragédia. Estava demasiado fingido essas atitudes dele. E ele tinha falas muito gays. Estava totalmente óbvio que ele fazia e ainda bancava uma de vítima.

     Mesmo a Nastasya tendo ''fugido'' foi bacana a River aceitá-la novamente e ter guardado o tarak-sin da família dela no lugar que guarda. Mostrou-me que devo se um pouco mais paciente com as pessoas.

     Finalmente Reyn pegou a Nastasya e de jeito e ela decidiu tentar. FINALMENTE! Estava aguardando essa atitude dela.

     Aguardo ansiosamente o próximo - e último :'( - livro. Galera Record, lancem logo. A arte do livro está incrível. A capa está perfeita, adoro as fotos de capa.
A única coisa que não gosto nos livros é a grossura. Poxa, os originais tem 400 e tantas páginas e a nossa versão tem menos da metade, chega a ser meio decepcionante. Talvez muita coisa fique de fora.

Já nas livrarias custando R$30,00.
 

29.8.13

[Conto] Lição aprendida de um jeito bizarro.

    Estava sentada no banco caindo aos pedaços do ônibus. Essa tem sido minha rotina desde que mudei de escola; acordar às 4 da madrugada, arrumar-me as pressas e correr porta a fora pro ponto de ônibus perto de casa. Pegava sempre o mesmo ônibus, na ida e na volta. Assim que passava pelas duas portas o motorista já sorria alegremente para mim, devolvia o sorriso com tamanha gentileza. Passava pela catraca e sentava sempre no banco perto da porta, ao lado das janelas. Gostava de olhar para fora, viajar na música que era reproduzida nos meus fones de ouvido e pensar nas coisas. Ver a paisagem se movendo rapidamente do lado oposto da janela era cômico e fascinante, parecia que a vida seguia seu curso mais rápido, o tempo passava mais depressa. O ônibus aquela hora da tarde sempre estava vazio, com as mesmas pessoas, os mesmos rostos, as mesmas histórias. Nunca dei tanta importância em saber nada sobre essas pessoas. Conhecia seus rostos, mas nunca corri atrás para saber a história dessas pessoas. Gostava de imaginar a rotina diária delas, suas vidas. Acabava dando risada comigo mesma com as coisas estúpidas que chegava a pensar. Sentia que conhecia aquelas pessoas, mas não sabia, nem ao menos, seus nomes. O lugar ao meu lado sempre ficava vazio, geralmente colocava minha mochila ali. Minha viagem era tranquila.
    Desci, o ônibus continuou seu curso e fui para a minha casa.
    No tarde seguinte, ao passar pela catraca e olhar o banco habitual, surpreendi-me. Havia uma pessoa sentada, um garoto. Seus cabelos castanhos claros desgrenhados completava perfeitamente sua pele clara de vampiro. Seus olhos eram escuros como à noite. Não lembrava desse garoto, talvez fosse só hoje. Caminhei normalmente até o banco, pedi licença e sentei-me. Não conseguia viajar completamente nas coisas, o garoto me distraia. A música já não era mais suficiente, a paisagem já não me distraia. Peguei-me imaginando a vida do garoto, o que ele fazia? Qual era seu hobby? Seus amigos eram bons com ele? Qual era seu nome? João? Vitor? Pedro? Várias perguntas me passavam a mente. Olhei de canto para ele, seus olhos estavam vidrados em algo para fora da janela, não sabia bem o que era, poderia ser qualquer coisa. Ele se virou para me olhar, mas desviei os olhos, fingindo que não estava o olhando. Senti uma imensa vontade de falar com ele, mas era covarde, optei por simplesmente deixá-lo de lado. Convencendo-me a todo instante de que era somente aquele dia e depois, provavelmente, nunca mais o veria; a ideia me deixou triste. Balancei mínimamente minha cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos. Esforcei-me ao máximo para me concentrar na música, seria melhor fazer isso do que pensar no garoto.
    Meu ponto de descida se aproximara e não queria descer do ônibus, mas tive. Se pudesse desceria depois dele, mas estava totalmente atarefada. Pedi licença novamente a ele, o mesmo sorriu para mim com gentileza.
- Obrigada.
  Fiquei em pé a frente da porta, esperando o ônibus parar e descer.
- Passe-me seu número, por favor? - Ele se virara no acento e falara comigo.
- Claro. Passe-me o seu também. - Sorri para ele, trocamos números e desejando que o pneu furasse e pudessemos conversar por mais tempo. Infelizmente isso não aconteceu, desci lentamente. Assim que a porta se fechou olhei para trás e lá estava ele, sorrindo lindamente.
    Estava com livros todos espalhados pelo chão da sala, a televisão estava ligada, passava o noticiário das 22:00h, mal prestava atenção no que diziam. As vozes que saíam da TV não eram nitídas. Assim que acabei a última lição, olhei para a tela luminosa e fiquei totalmente surpresa. O ônibus a qual eu sempre pegava havia batido de frente com um caminhão desgovernado assim que saíra do ponto onde eu descia, quase todos haviam morrido. Pensei em cada rosto familiar e arrependi-me profundamente de ter sito tão negligente com aquelas pessoas. Nunca ter me interessado em suas vidas. Nunca ter saído do meu mundinho e ir confirmar o que imaginava a respeito delas. Sentei no sofá totalmente abalada, não sabendo o que fazer ou pensar. Cada rosto passava rapidamente pela minha cabeça, igual a um filme que nunca nos cansamos de ver e colocamos para rodar assim que acabamos de assistir. O rosto do menino me veio a cabeça por último, será que ele sobreviveu ao terrível acidente? Provavelmente sim, ele estava no fundo do ônibus, agarrei-me a isso desesperadamente, desejando ser a pura verdade. As fotos dos mortos era exibida, descobri ali seus nomes e idades, algo que nunca tive sequer a coragem de perguntar com essas pessoas ainda em vida. Lágrimas escapavam dos meus olhos, arrependimento preenchia-me por completo e consternação estavam brigando por espaço.
     Ao tentar ir dormir, meus sonhos eram com eles. Sempre apontando o dedo na minha cara e dizendo para eu ter feito mais. Acordava a todo instante, com o rosto molhado e a culpa pesando na minha consciência. Eu mesma me culpava por isso tudo. Obviamente não poderia ter evitado o acidente. Fui a cozinha, beberiquei o copo d'água que havia enchido, mal conseguindo engolir o líquido. Minha boca estava seca e a garganta fechada. Sentia ódio de mim mesma. Despejei o que sobrou da água na pia e voltei pro meu quarto. Buscava desesperadamente um pouco de paz.
    Dias se passaram desde o acidente e aos poucos ia me recuperando da tragédia. O belo garoto havia sobrevivido ao acidente, mas estava no hospital. Visitei-o todos os dias. Tornamo-nos grandes amigos, melhores amigos e nunca nos separávamos. Um ônibus novo substituiu o antigo e conversava com todas as pessoas de lá.
    Aquele acidente me trouxe uma grande lição. Existem muitas pessoas boas, ótimas amigas. E talvez algumas que você pode deixar mais feliz, simplesmente mostrando que se importa com ela. Nada mais esquisito que fazer isso no transporte público. Tinha meus amigos do ônibus e nada mudaria isso. Deixei de ser negligente com as pessoas e comecei a fazer tudo o que me dava vontade, menos no impulso. Não perdi a oportunidade de conhecer pessoas bacanas como aquela que havia perdido.
    Passei pelas duas portas, sorri para o motorista gentilmente.
    - Oi galera. - Gritei para todos do ônibus.
    O motorista fechou as portas e seguimos nosso caminho.
    E eu sempre com um enorme sorriso no rosto, isso eu não conseguia tirar nunca.

28.8.13

{Pensamentos} Onde está o seu tesouro?

Em cada parte da nossa vida, está uma parte do nosso tesouro; e o conjunto disso tudo, forma quem somos.

25.8.13

[Texto] Memórias


           Uma menina está deitada em sua cama, esperando ansiosamente seu sono dar as caras, a solidão está presente, deixando-a escapar um sorriso ao lembrar-se de memórias a muito esquecidas. Ao relembrar de seu ex-namorado o deseja morto, porém não seria muito mais fácil desejá-lo vivo do que morto? A morte é muito fácil, ás vezes sem dor e rápida, a vida é mais difícil. As pessoas te fazem sofrer, chorar tanto que nem o céu é capaz de fazê-lo, ferir como milhões de facas cravadas ao seu coração de uma vez, enganar-te melhor do que a própria mentira, fingir seu bem, mas esperando a oportunidade de enfiar uma faca em suas costas, quando está quase morrendo por dentro, precisando de alguém, ninguém aparece, porém quando outro precisa de alguém lhe vem pedindo sua ajuda, como se isso fosse justo, sincero e honesto. Diz de te amar com toda a vida, mas na primeira oportunidade de abandonar-te não pensa duas vezes, simplesmente te deixa como se você fosse invisível, sem importância, sem luz própria e nem existência.  

No lugar do coração tem um gelo, o mais frio de todos, nem capaz de estar sob a maior paixão de todas, do fogo mais ardente do mundo, não derrete, se fortalece na própria dor e na própria frieza e crueldade.

Seus amigos lhe passam na cabeça, pensara que não sentia tanta afinidade quanto sentira naquele momento por pessoas que ela não levaria para o resto da vida, contudo sentiria muita saudade daqueles que a fizeram companhia por uma parte de sua vida, por tanto tempo. Apesar de todo esse sentimento que sempre sentia por pessoas merecedoras e dignas de um bom sentimento, sabia que não poderia se empolgar e esperar um milagre acontecer e a vida não separá-los, enviando-os para caminhos diferentes na qual o final era o mesmo e nunca se cruzavam, simplesmente afastavam-se muito mais, com um grande abismo aberto, não podendo ser preenchido por nada, simplesmente vazio e sem vida, sem realmente importância, mas sempre bem vivo e  presente em suas vidas.

Ela acredita que levará somente um para o resto de sua, ela esperava isso mais do que esperava dos outros, é seu melhor amigo, seu guardador de segredos, confessador e íntimo. Ele é capaz de fazê-la cair na real, ficar feliz, tirar sorrisos dela de todas as formas que um amigo é capaz de fazê-lo, parar pra pensar nas coisas e não cometer tantos erros assim. Simplesmente ser feliz. Ele a amava assim como ela o amava; já se sentiam irmãos e nada mudaria isso. Brigas bobas fazem parte, mas se recuperam das poucas que têm. Nada poderia separá-los. A amizade deles seria eterna. Nunca sentira uma amizade tão verdadeira quanto aquela que compartilha com ele. Nunca sequer vira uma amizade tão forte e verdadeira em sua minuciosa vida. Ela sabia que jamais se separariam e se as pequenas chances ocorressem de fato, ele nunca a esqueceria assim como ela também nunca o deixaria cair no fundo de suas péssimas lembranças.

Dizem que a amizade é um amor que nunca morre e acredito nisso. Mais do que nunca, depois de ter uma pessoa tão maravilhosa presente em minha vida. Nunca o esquecerei. Com pensamentos felizes, finalmente a solidão a pega. E vai dormir com um enorme sorriso nos lábios. 

13.8.13

[Poesia] Irmãos

Sabe qual é a melhor coisa da vida?
Uma amizade verdadeira.
E tenho-a com você.
Isso me faz sorrir antes de dormir.

Certas coisas não conto,
Porque ainda insisto em guardar coisas para mim.
Mas, agora sinto total firmeza.
Posso dizer o que sinto sem ser magoada.

Éramos amigos.
Agora somos irmãos de sentimento.
Isso é tão estranho e diferente para mim.

Vivemos discutindo,
Todavia nunca brigamos.
Isso não é estranho e hilário?

Mas algo mudou.
Lembra-se a última vez que discutimos?
Eu não.
Finalmente estamos conversando sem discutir.

Estou em paz contigo,
Pois sei que nunca irá me magoar propositalmente.
E agora sei, que quem o fizer acertará as coisas contigo.

Por que isso não aconteceu antes?
Acho que precisava de algo desconhecido;
Felicidade.

12.8.13

[Crônica] A Pessoa Errada - Luis Fernando Veríssimo

Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas. Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é à hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a horar, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira. A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar a toda a vida esperando você. A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: ''Graças a Deus, deu tudo certo!'', quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.
Nossa missão: compreender o universo de casa ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

3.8.13

[Pensamentos] O céu!

Não há nada tão bonito quanto o céu. Não há nada mais prazeroso que admirar o céu. Não é algo artificial, criado pelo homem, e sim a coisa mais natural que existe da esfera terrestre.

[Pensamentos] Afasto quem me ama.

Insistimos em afastar pessoas que nos amam de nós e aproximar pessoas que na vida, e no coração, somos indiferentes.