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''Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)

29.12.14

{Poesia} Nossos pais

A história de todos os filhos
começa com uma história de amor.
Olhamos para nossos pais e
só os vemos como adultos que mandam em nós.

Não pensamentos que nossos pais
passaram pelo mesmo processo que nós, jovens, passamos.
Não olhamos para isso.

Vemos nossos pais como caretas e ultrapassados.
Velhotes que não entendem as modernidades.
Adultos que não nos entendem.

Mas o que não pensamentos é que eles
já passaram pelas mesmas coisas que nós.
A história de nossos pais
é a história viva de um amor
deplorado pelos jovens.

Imagino-me ficando velha.
Olhando para os meus filhos. Admirando-os.
E perceberei que eles lançam a mim
o mesmo olhar que eu lançava aos meus pais.

10.10.14

{Poema} Enquanto estou...

Fico impressionada com as pessoas.
Fico fascinada em como a humanidade leva a vida.
Fico imaginando as pessoas
e seu modo de vida.

Enquanto estou dormindo,
um banco está sendo roubado.
Enquanto levanto da cama,
a polícia já chega e rende os bandidos.

Enquanto tomo meu café da manhã,
começa uma troca de tiros.
Enquanto tomo banho,
o dono da agência é notificado.

Enquanto me arrumo,
o valor do roubo e danos é calculado.
Enquanto estou saindo de casa,
passo em frente e só vejo o que aconteceu,
sem saber de fato o que aconteceu.

Enquanto dou risadas com os meus amigos,
um adolescente está sendo estuprado pelo próprio pai.
Enquanto estou estudando,
um aluno está sendo espancado na sala de aula pelos próprios colegas.

Enquanto estou indo para casa,
um carro perde o controle e bate.
Enquanto durmo dentro do carro,
a família toda morreu.

Enquanto estou chegando a minha casa,
tem alguém sendo expulso da sua.
Enquanto eu como,
tem alguém morrendo de fome em algum lugar.

Enquanto estou sorrindo,
tem alguém chorando.
Enquanto estou vivendo,
tem alguém se suicidando.

Fico pensando:
enquanto eu estou fazendo alguma coisa,
tem alguém fazendo ou recebendo
uma ação horrível.

Gostaria que todo mundo compartilhasse
a felicidade que eu tenho.
Sei que não posso mudar a vida de todo mundo,
mas peço a Deus que mude a de todos.

10.8.14

[Resenha] Trilogia Jogos Vorazes - Parte I - Livro I

Título: Jogos Vorazes

Autora: Suzanne Collins

Sinopse: "Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes? "

Preço: R$39,50 - procure no Buscapé e achará mais barato. Caso queira a trilogia toda, há o box.

Editora: Rocco Jovens Leitores

Recomendo? [X]Sim [  ]Não

Eu não sou uma fã de trilogias românticas e tudo o mais. Confesso que vi o filme primeiro e achei bem legal. Assim que comprei o box, quase abandonei minha leitura do momento para me jogar de cabeça no mundo de Jogos Vorazes - eu não fiz isso.

Não existe mais a nossa "democracia" e agora a política é ditatorial. Tudo é proibido. Suzanne não conta exatamente o que aconteceu com o mundo, só sabemos que existe um país chamado Panem, que é localizado onde antes era chamado de América do Norte - por que isso não surpreende? Existem 12 distritos, cada um responsável por alguma coisa, e a Capital, que é a cidade que governa o país. A Capital vive no luxo e é onde vivem os mais afortunados. Os distritos vivem em completa miséria, passam fome e são obrigados a dar tudo para a Capital - típico da Idade Média. Há muito tempo antes de a história ser narrada, aconteceram os Dias Escuros; os distritos se revoltaram contra a Capital e acabaram perdendo. Como um ato de "perdão" foi feito um decreto de que todo ano aconteceria a colheira; cada distrito deveria oferecer um tributo masculino e feminino para serem colocados dentro de uma arena e lutarem até a morte, somente um sairia vitorioso - o famoso Jogos Vorazes. 

O livro começa apresentando a personagem principal do livro - Katniss. Suzanne vai apresentando as características da personagem e contando todos os trágicos acontecimentos da vida de Katniss. Tive a impressão de que a Katniss é uma adolescente de 17 anos bem amargura e madura demais para a idade que tem. Não parece que é tão nova assim, parece que já é adulta. Essa secura marcante e própria só a torna engraçada. A coragem é uma das suas muitas outras características marcantes; o modo como ela desafia a Capital com pequenas atitudes nem parece tão pequeno, parece maior. Caçar não é só algo pequeno é algo grandioso e tudo o mais.

Eu não gostei do Gale. A todo momento ele está lá do lado da Katniss e fazendo planos fantasiosos. Tive a impressão que ele só foi introduzido na história para ter o triângulo amoroso que tem em toda história para adolescentes.

Quando acontece a colheita, Peeta é sorteado para ir com a Katniss. Peeta é o filho do padeiro e que confeita os maravilhosos bolos da padaria. Estou apaixonada pelo Peeta. Suas princiapis características é a fofura e as palhaçadas. Ele é bem discontraído e bem realista. Não tive a impressão de que ele é fantasioso e sonha muito alto.

Agora que Katniss e Peeta são obrigados a irem para os Jogos, é designado um mentor para eles. Haymith é um vitorioso bêbado que é obrigado a orientar os tributos a vencerem os Jogos. Haymith é irônico e isso traz graça ao livro. A história ficou descontraída com as afrontas da Katniss e do Haymith. No primeiro momento, eles não se suportam, mas conforme passa a história aprendem a se gostar. 

Effie é a organizadora dos eventos dos novos tributos do distrito 12. Típica mulher elegante e educada que tem que cuidar da Katniss e Peeta. Só um símbolo da Capital.

Cinna é o estilista da Katniss. E logo de cara, eles se gostam. Cinna acaba se tornando amigo da Katniss e um refúgio para ela e momentos de intenso nervosismo.

A escrita é boa, não é ótima e maravilhosa. É boa. O suficiente para apresentar tudo não tão detalhado e não tão evasivo.

Eu gostei muito da capa e de toda a arte que fizeram no livro. Ficou muito bonita. O tordo e o título em relevo ficou muito bacana. Gostei muito do tordo na última página. 

O livro é bem organizado. Distribuido em 27 capítulos e III partes. Assim que um capítulo se encerra com uma frase de efeito, o acontecimento continua sendo narrado no capítulo seguinte.

Em toda a leitura que fiz do primeiro livro, pude me sentir no lugar da Katniss. O diferencial dessa trilogia é que é tudo bem retratado. A pobreza e a miséria são os fatores com mais foco. A autora não caracterizou tudo tão pesadamente, está tudo na medida certa; com equilíbrio. Dá para sentir toda a amargura do livro. O romance da trilogia não tem tanto foco. Não tem todo aquele "óh, te amarei para sempre,meu amor" e nem um triângulo amoroso tão amoroso assim. Tem o romancezinho e tudo o mais, mas não é tão açucarado como outras trilogias que vemos por aí.

12.7.14

|Resenha| Queda de Gigantes - Ken Follett

Título: Queda de Gigantes

Autor: Ken Follett

Sinopse: "Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período dramático da história. Queda de gigantes, primeiro volume da trilogia "O Século", de Ken Follett, começa no despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente - as potências da Europa estão prestes a entrar em guerrar, os trabalhores não aguentam mais ser explorados pela atristocracia e as mulheres clamam por seus direitos.

De maneira brilhando, Follett contrói sua trama entrelaçando as vidas de personagens fictícios e reais, como o rei Jorge V, o Kaiser Guilherme, o presidente Woodrow WIlson, o parlamentar Winston Churchill e o revolucionários Lênin e Trótski. O resultando é uma envolvente lição de história, contada da perspectiva das pessoas comuns, que lutraram nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, ajudaram a fazer a Revolução Russa e tornaram real o sonho do sufrágio feminino.

Ao descrever a safa de famílias de diferentes origens, o autor apresenta os fatos sob as mais diversos pontos de vista. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavalmente ligado por amore e ódio ao dos aristocráticos Fitzherverts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão que sua irmã, Ethel, é governanta.
 
Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshokov, seguem rumos opostos. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolqueviche. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presiderente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha.
 
Enquanto a ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, Queda de gigantes retrata um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo. O século XX está apenas começando."
 
Preço: RS 49, 90 - procure no Buscapé e achará mais barato.
 
Editora: Arqueiro
 
Recomendo: [X]Sim [  ]Não
 
 
Eu nunca li nada do Ken Follett, este é o primeiro livro e gostei bastante. Por ter vários personagens é meio complicado sempre permanecer a personalidade do personagem X na hora de escrever sobre ele. Follett soube o fazer de forma perfeita. Cada personagem é diferente do outro e o que estão vivendo também, dessa forma é possível sentir a guerra de diferentes pontos de vista.

A escrita é muito boa. Tudo muito bem detalhado. Follett nos transporta para o século XX, vivendo aquela geração e momento. É difícil encontrarmos bons autores hoje em dia, com tantos livros porcaria e pessoas que não sabem escrever.
 
Neste livro, temos dois pontos da história: a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. Follett se foca mais na Primeira Guerra Mundial, em todo o livro o foco é demasiadamente maior nisso, a Revolução Russa é contada mais para o fim do livro. Por se tratar de um livro bem longo - 912 páginas -, o autor não tem pressa em contar a história. As coisas vão caminhando bem devagar, então tenha paciência para a ação do livro.
 
Follett não tem escrúpulos em cenas de sexo. Sim, este livro tem cenas de sexo. Eu recomendo a leitura para maiores de 14 anos, o conteúdo "adulto" pode ser constrangedor para crianças.
 
A trilogia é muito boa para saber mais sobre assuntos históricos de um modo não maçante. É interessante conhecer como funcionam as coisas naquela época sentindo que está de fato vivendo nessa geração.
 
O livro é dividido em três partes, quarenta e dois capítulos todos com até VII subcapítulos. Em cada subcapítulo troca o personagem.
 
O livro foi muito bem feito. Com uma capa muito bonita, folhas grossas e sem erros de digitação. A única coisa que - para mim, isso é ótimo - pode ser meio chata no livro são as letras pequenas e as páginas grandes. No começo, torna a leitura bem cansativa, mas logo você se acostuma e já consegue ler 30 páginas seguidas.
 
Parece que a Arqueiro tomou o cuidado com o tamanho desse livro. Sabemos que livro grosso é complicado de deixar num bom estado depois de uma leitura, geralmente a lombada fica gasta e tudo o mais, mas por ser um livro bem feito não se enfrenta esses problemas.
 
Recomendo este livro a qualquer um que queira diversificar a leitura e acrescentar informações aos seus conhecimentos.


Sequências da trilogia:

Título: Inverno do Mundo

Preço: RS 59,90 - procure no Buscapé e achará mais barato.

Sinopse: "Depois do sucesso de Queda de gigantes, Ken Follett dá sequência à trilogia histórica “O Século” com um magnífico épico sobre o heroísmo da Segunda Guerra Mundial e o despertar da era nuclear.

 Inverno do mundo retoma a história do ponto exato em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que começa com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração terá de enfrentar o drama da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, culminando com a explosão das bombas atômicas.

A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a subida dos nazistas ao poder, o que a leva a cometer um ato de extrema coragem. Woody e Chuck Dewar, dois irmãos americanos cada qual com seu segredo, seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico.

Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o universitário inglês Lloyd Williams descobre que tanto o comunismo quanto o fascismo têm de ser combatidos com o mesmo fervor. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na URSS, seu primo Volodya consegue um cargo na inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

 Como em toda obra de Ken Follett, o contexto histórico pesquisado com minúcia é costurado de forma brilhante à trama, povoada por personagens que esbanjam nuance e emoção. Com grande paixão e mão de mestre, o autor nos conduz a um mundo que pensávamos conhecer e que a partir de agora não parecerá mais o mesmo.

Berlim, 1933. Violentas mudanças sacodem a cidade e prenunciam o período de instabilidade que o mundo está prestes a enfrentar. O segundo volume da trilogia “O Século” começa com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha e a Guerra Civil Espanhola. É o inverno do mundo.

Neste cenário, a nova geração das cinco famílias que fizeram história em Queda de gigantes viverá alegrias e tristezas, amores e tragédias.

 Aos 11 anos, Carla von Ulrich luta para entender as tensões que perturbam sua família à medida que o domínio de Hitler se estende sobre a Alemanha. No meio desse turbilhão, a ex-deputada do Parlamento britânico Ethel Leckwith, amiga da mãe de Carla, desembarca em Berlim com o filho Lloyd, um jovem estudante que irá sentir na pele a realidade brutal do nazismo.

Lloyd conhece um grupo de alemães decidido a enfrentar Hitler – mas será que eles estarão dispostos a trair o próprio país? Essas pessoas são vigiadas de perto por Volodya, um jovem russo com um futuro brilhante na Inteligência do Exército Vermelho.

De volta à Inglaterra, Lloyd sente-se irresistivelmente atraído pela esfuziante socialite americana Daisy Peshkov, símbolo de tudo o que sua família de esquerdistas mais despreza. Daisy, por sua vez, está mais interessada no aristocrata Boy Fitzherbert, piloto amador, festeiro contumaz e membro importante da União Britânica de Fascistas.

Em Inverno do mundo, como em outras obras de Ken Follett, a ficção se mistura à realidade, e figuras históricas, como Hitler, Goebbels, Oppenheimer e Stalin, se mesclam aos personagens cuja vida e morte estão nas mãos do autor.

Do incêndio do prédio do Parlamento alemão ao bombardeio a Pearl Harbor, da Espanha a Estalingrado, de Hiroshima a Nagasaki, o embate entre poderio militar e crenças pessoais afetará a vida de todo o mundo. Diante da maior e mais cruel guerra da história da humanidade, só restará a esperança. "


 

 
Título: Eternidade por um fio

Preço: RS59,90 - procure no Buscapé e achará mais barato.

Sinopse: " Durante toda a trilogia “O Século”, Ken Follett narrou a saga de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa. Agora seus personagens vivem uma das épocas mais tumultuadas da história, a enorme turbulência social, política e econômica entre as décadas de 1960 e 1980, com a luta pelos direitos civis, assassinatos, movimentos políticos de massa, a guerra do Vietnã, o Muro de Berlim, a Crise dos Mísseis de Cuba, impeachment presidencial, revolução... e rock and roll!

Na Alemanha Oriental, a professora Rebecca Hoffman descobre que durante anos foi espionada pela polícia secreta e comete um ato impulsivo que afetará sua família para o resto de suas vidas.

George Jakes, filho de um casal mestiço, abre de mão de uma brilhante carreira de advogado para trabalhar no Departamento de Justiça de Robert F. Kennedy e acaba se vendo não só no meio do turbilhão da luta pelos direitos civis, como também numa batalha pessoal.

Cameron Dewar, neto de um senador, aproveita a chance de fazer espionagem oficial e extraoficial para uma causa em que acredita, mas logo descobre que o mundo é um lugar muito mais perigoso do que havia imaginado.

Dimka Dvorkin, jovem assessor de Nikita Khruschev, torna-se um agente primordial no Kremlim, tanto para o bem quanto para o mal, à medida que os Estados Unidos e a União Soviética fazem sua corrida armamentista que deixará o mundo à beira de uma guerra nuclear.

Enquanto isso, as ações de sua irmã gêmea, Tanya, a farão partir de Moscou para Cuba, Praga Varsóvia – e para a história.

Como sempre acontece nos livros de Ken Follett, o contexto histórico é brilhantemente pesquisado, a ação é rápida, os personagens são ricos em nuances e emoção. Com a mão de um mestre, ele nos leva a um mundo que pensávamos conhecer, mas que nunca mais vai nos parecer o mesmo. "

 






 

7.6.14

{Poesia} Beleza

Estou finalmente preenchida.
Achei tudo o que ansiava
e tudo o que precisava.
Compaixão. Amor.

O mundo tem beleza.
É tudo tão lindo.
Tão perfeito e maravilhoso.
Deus é incrível.

Tudo faz sentido.
Tudo está claro.
Compaixão...
É o que sinto por todos.

{Poesia} Nostalgia

Meus olhos só enxergam
a nostalgia.
Meu coração só sente
a nostalgia.

Nostalgia do tempo
em que estou vivendo.
Da fase que me marca
a cada dia.

Nostalgia de você,
por estar longe.
Quero você pero de mim.
Mas, amor, você está tão longe.

{Poesia} Paradoxo

Sentimento que transborda
e corrói-me.
Que me mata
e me ressuscita.

Sentimento que insiste
em estar presente.
É o meu fim,
mas também meu começo.

Sentimento indesejado,
que adora brincar comigo.
Que me machuca e deixa-me triste,
que me cura e renova-me.

{Poesia} Papel

Folha de papel em branco.
Lápis apontado.
Sentimento libertado.
Nada me atrai mais.

Cheiro de papel,
palavras batendo e batucando
na minha cabeça.

Felicidade explodindo.
Sentimento solto.
Sorriso se formando.
Ai, que maravilhoso.

{Poesia} Olhos brilhantes

Ao ver você naquela situação,
partiu-se meu coração.
Tentei confortá-lo,
mas você recusou.

Vi então nos seus olhos
a tristeza estampada
e derramada.
Ai, meu coração.

Não bastou uma palavra,
somente fui dominada.
Pelo carinho, afeto,
conforto, paixão.

Senti-me culpada por desaparecer
e voltar e vê-lo tão triste.
Agora só tenho lágrimas nos olhos,
por querer te confortar do jeito que queria
e ter medo do que você iria achar.
 

{Poesia} Tão perto...

O pensamento me diz:
"Estamos distantes.
Estamos seguras."

Mas ele está errado.
Sinto a porta atrás de mim.
Sinto a aura pesada e ruim
do lugar que costumava chamar:
"Meu mundo",
"Meu lar".

Percebi que estou tão próxima
que ao olhar a estrada
diante de mim,
está maior do que eu
achava que via.

Desistir eu não irei.
A estrada é grande,
mas eu chegarei ao final.

Terei minhas recompensa:
A superação.

{Poesia} Desconhecida

Sinto-me desconectada.
Sinto-me diferente.
Sinto-me falsa.

Tornei-me alguém que não sou.
Tornei-me alguém que desconheço.
Tornei-me alguém diferente.
Mudei completamente sem nem perceber.

Como isso é possível?
Quero ser eu mesma.
Tenho certeza de quem sou.
Mas por que estou diferente?

Farei de tudo para ser quem sou.
Vou descobrir o que me impede.
E, finalmente, serei eu mesma.

{Poesia} Amargo nada

Um buraco.
Um espaço.
Um vazio.
Um nada.

É o único sentimento
presente no meu coração.
Nada...

O que falta?
O que deveria procurar?
O que me escapa?

Nada...
É tudo o que vejo.
Não sei o que se ausenta.

Nada...
Estou perdida.
O que procurar?
Nada...

{Poesia} Tristezas delatoras

Olhos,
que estão cheios de água.
Que vontade de chorar.
Por que?

Felicidade,
que explode de dentro para fora.
Por que meus olhos
querem alagar?

Acumulei tantas tristezas
que agora elas querem me delatar.
Quero arrancá-las de dentro de mim.
Cadê minha solidão para me englobar?

{Poesia} Sentimentos familiares

É tudo tão familiar.
Os pensamentos e os sentimentos,
os impulsos e os desejos.
Nada mudou.

Pensei que já estava distante.
Pensei que já não poderia mais
ser atingida.
Pensei que já não poderia mais
sentir o que sinto.
Pensei que não poderia mais
sentir o mesmo ambiente que me
persegue há três anos.

Felicidade me preenchia,
era parte de mim.
Agora estou dentro da tristeza.
Estava livre.
Libertei-me do poço,
mas parece que ele ainda não
se soltou de mim.

Achei que a superação estava
quase acabando.
Mas sinto que não.
De hoje em diante só tenho
uma coisa a fazer:
Lutar!
Eu não vou se fraca
e cair.

{Poesia} Minha Loucura

Sou uma louca disfarçada
de normal.
Minha loucura invade
minha vida.
Minha loucura pinga
de cada parte do meu corpo.

Minha loucura conversa
com os meus amigos.
Minha loucura socializa
com desconhecidos.
Minha loucura tem
mais vida social que eu.
Minha loucura conversa
comigo.

Sou uma louca disfarçada
de gente.
Até minha loucura
é mais forte que eu,
pois domina cada parte de quem sou.
Sou uma louca disfarçada
de pessoa sã,
pois minha loucura é
uma pessoa própria
que se esconde em mim.

{Poesia} Conexão com o céu

Numa conexão com o céu
conversei com ele.
Contou-me suas experiências.

Ficar olhando a humanidade
se autodestruindo e não
podendo fazer nada a respeito.

O céu chora muito.
É difícil ver tanta coisa ruim
e não poder fazer nada.

Chore... Chore céu...
Mostre que você sente.
Quem sabe a maudade
seja diminuída?

{Poesia} Quem?

Já perdi a conta de quantas vezes
adormeci com lágrimas nos olhos
e uma dor insuportável dentro de mim.
Totalmente repentino;
Sem motivo explicíto.

Um sentimento estranho
e totalmente desconhecido
invade meu coração.

Sinto falta de alguém.
Sinto falta de um desconhecido.
Sinto falta de algo que não acredito.
Como será isso possível?

Estou com uma enorme necessidade
de destilar meu carinho e afeto
em alguém que não sei quem é.
Como será isso possível?

{Poesia} Uma fase difícil

Eu vivi.
Eu senti.
Eu passei.
Eu superei.

Estou numa fase difícil.
Deixando meu mundo para trás.
Só que estou tão perdida.

Quem sou eu?
No que acredito?
Quais são meus defeitos?
O que eu sou capaz de fazer?
Qual é o meu limite?

Para tantas perguntas
nenhuma resposta.
Como vou viver?
Aguentando todo o tornado dentro de mim
e não demonstrando nada para ninguém.

31.5.14

Nada nem ninguém me conhece mais que o papel.

{Poesia} Segredo que magoa

Segredo...
Que entriste e faz-me sentir assim.
Segredo...
Que todo mundo esconde de mim.

De repente estava triste,
fui consolar você.
Mas não permitiu.

Assim que saí para deixá-lo sozinho,
outra chegou e perguntou.
Você contou para ela,
mas deixou a mim de fora.

A tristeza me bateu as portas do coração,
fiquei horas perguntando o que tinha
e só bastou ela perguntar uma vez
e você contar tudo.

O que falta em mim?
Por que não posso saber?
Não terei nenhuma resposta,
somente uma tristeza imensa.

Segredo...
Que você insiste em não me deixar saber.
Segredo...
Eu só queria te consolar, mas só me deixou de fora.

24.5.14

{Poesia} A tristeza

Uma tristeza familiar me domina
e preenche-me toda.
A felicidade frágil e confortante
foi mandada embora para longe.

Todo mundo tem motivos
para a sua tristeza,
mas eu não.
Sou perseguida e dominada por ela.

A tristeza é parte de mim
e de quem sou.
Cada pedaço de mim é feito dela.
E por mais que isso seja ruim,
é bom também.
Pois numa fase difícil
é bom ter algo familiar.

{Poesia} Descontrolada

Lágrimas a beira de cair.
Tristeza dentro de mim.
Preciso disfarçar meus sentimentos.
Não podem ser mostrados.

Quero me isolar.
Quero me afastar.
Quero ir para casa.

Estou descontrolada.
Meus sentimentos estão
quase expostos.

Preciso achar um ponto
de equilíbrio.
Mas, no fundo, só quero
ficar isolada.

 

{Conto} Qual caminho eu pego?

    
     Num fim de tarde frio, um homem andava por uma estrada sem fim.
A ideia de ter que andar mais do que planejava o incomodava profundamente, mas era sua única alternativa.
     Andava e andava...
     Cansado e desamparado não via outra solução a não ser continuar a andar.
     Sua vida sempre passando como filme em sua mente. As atitudes infantis e imaturas que tomou. O que mudaria em sua vida e o que não mudaria. Seus erros e suas decisões. Seu período de definir sua vida a partir de um tempo. Sua adolescência. Sua infância. Um período de boa vida, sem responsabilidades e preocupações.
     A noite caiu, cansado e faminto decidiu parar a beira da estrada sem fim. Com os instintos de sobrevivência mais aguçados, montou uma fogueira e procurou algo para comer.
     Deitou-se então e admirando as bolas explosivas no céu. Com a bela paisagem, logo adormeceu.
     Os raios de sol já incomodava seus olhos. Sinal de que a manhã dizia estar presente. Revirou-se e revirou-se até, finalmente, levantar-se. Esfregou as costas das mãos nos olhos e logo tratou-se de levantar. Arrumou as poucas coisas que tinha e seguiu viagem.
     A estrada era a beira de uma floresta fechada, não existiam bifurcações ou caminhos alternativos. Só existe o famoso em frente.
     Depois de três dias e duas noites seguindo em frente, não vendo ou tomando outro caminho, uma paisagem muda. Ao longe uma enorme encruzilhada. Dividida em três caminhos. Já pensando qual caminho pegar não conseguia decidir.
     "Pego o primeiro e vejo no que dá", "Não, pego o segundo. Pode dar em um lugar diferente", "não, pego o terceiro, pode dar num lugar melhor", "mas, o segundo eu posso gostar"... E assim os pensamentos iam invadindo sua mente.
     Ao chegar na encruzilhada, ainda indeciso sobre qual caminho pegar, interrompeu a caminhada. Seus olhos iam de um ao outro. Tentou enxergar além de cada curva, mas a vista era massante.
     Indeciso, permaneceu no mesmo lugar durante um mês até que o anjo da morte o pegou. Seu cadáver indeciso continuou no mesmo lugar até virar pó e fazer parte da paisagem.
     Dizem que sua alma ainda está no mesmo lugar, ainda tentando tomar sua decisão.
     Não se sabe a identidade nem a idade, mas se sabe seu castigo.

10.5.14

Os ombros suportam o mundo - Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
 

{Poesia} Meus olhos

Fui forçada até um limite.
Um limite desconhecido.

Meus olhos já não mais
sorriem.
Já não mais transbordam
felicidade.
Já não são mais
brilhantes.

Fui forçada até um limite.
Um limite desconhecido.
Agora meus olhos só sabem
chorar.
Só sabem expressar
tristeza.
Só sabem
esconder;
Todo o tornado dentro de mim.

Já não sorrio.
Já não choro.
Só sinto.
Sinto tristeza.
E lá voltam as
lágrimas.

10.4.14

{Poema} Medo de me Entregar

Estou preenchida e completa.
Não de amor,
Mas de medo.

Estou começando a me entregar.
Quando mais faço isto
Meu coração se enche de medo.

Sou traumatizada
E idiota.

Se eu me entregar será concreto.
Todavia, tenho certeza
Que vou me machucar.

Meus olhos já estão cheios de lágrimas.
E o medo me preenche por completo.
Não posso me entregar.

{Poema} Barulho e Consternação

Barulho.
Pessoas.
Algazarra.
Multidão.

Minhas antigas sensações retornaram.
Muito barulho.
E uma tristeza muito grande.

Gritos, berros, escândalos.
Meu coração pulsando.
Pesssoas ruindo e convensando.
Minha consternação me sufocando.

Quero sangrar e chorar.
Mas não posso deixar.
Estou no meio de uma multidão.
Só posso sentir e esperar.
Até a casa eu chegar.
Minha consternação.

5.4.14

{Texto} O que é a vida?

     Estava refletindo sobre assuntos sem pontos até que cheguei a uma pergunta em especial que me prendeu. O que é a vida?
    Somos bombardeados a cada problema e situação diária com a famosa ''vida''. Mas quem é ela?
    Constantemente na nossa vida diária temos que fazer escolhas. Sejam escolhas que nos fazem bem ou não, continuam sendo escolhas. Nunca paramos de escolher. Coisas simples, escolhas simples, que trazem consequências gigantescas num segundo. Depois nos conformamos dizendo: ''é a vida''. Mas refletindo, será a vida tão ruim assim? Dizem a todo instante que é a vida e que tudo é assim, mas será que é assim mesmo? Nossas escolhas que fazem a vida ser como é. Sempre arranjamos alguém para culpar e quando não achamos um alvo fácil jogamos a culpa das nossas escolhas em algo que nem sequer pode se defender com palavras. Não paramos para perceber ou até mesmo para analisar uma situação ruim e ver que nós mesmos geramos algo ruim. Por que se conformar com o ''é a vida''? Não tem cabimento, sem sentido. Nossas escolhas que fazem a vida. Nós escolhemos viver do jeito que vivemos. Tudo é uma escolha de vida e tudo é uma escolha; mesmo quando escolhemos não escolher. Jogamos todos os problemas socias em cima da vida, mas será que a vida fez tudo isto? Não faz!
    O que é a vida?
    Não saberei responder a qualquer pessoa muito menos a mim. Não me conformo com as simples palavras: ''é a vida.'' Tem que existir algo além de tudo que imaginamos. Não existe somente este mundo, esta época, este presente, este momento. Imagine a vida como você acha que é. A vida não é o que todo mundo diz. Tenho certeza que ela não é maudosa, não é rigorosa e nem demasiadamente péssima como o ser humano faz parecer.
    Imagino a vida como algo bom, cheio de altruísmo, de felicidade, de boas escolhas, de boas ações. Um mundo perfeito onde não existe pessoas morrendo de fome ou de sede, onde não existem guerras, nem hipocrisia, nem egoísmo, nem injustiça, nem ódio ou rancor. A vida é bela e só é boa para quem escolhe viver bem. Deus nos dá o melhor que pode e nós escolhemos o que fazer com isto. Não é nada nem ninguém que nos ''dá'' uma vida ruim.  Nós criamos uma vida ruim.
    Tenha boas atitudes, escolha algo bom e, principalmente, escolha ser feliz. Reflita sobre seus atos. Não aceite o que dizem da vida, experimente-a e tire sua própria conclusão. Não se conforme com o ''é a vida''.
    A vida é muito mais do que se pode imaginar.
    Agora, pensando bem, ainda não sei o que é a vida. Começa a minha jornada para descobri-la.

27.3.14

{Resenha} O chamado do Cuco - Robert Galbraith


Título: O chamado do Cuco

Autor(a): Robert Galbreith - psedônimo da J.K. Rowling, autora da série Harry Potter.

Sinopse: '' Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.
''


Preço: Brochura(capa mole) R$39,50 Encadernado(capa dura): R$49,50 - pesquise no Buscapé e achará mais barato. Minha edição é encadernada, achei numa promoção da submarino.

Editora: Rocco

Recomendado: Sim!



A história é vista do ponto de vista de Cormoran Strike que é um detetive particular falido que só tem um cliente. Sua esposa acabou de expulsá-lo de casa e agora mora em seu escritório. O personagem é bem esperto e não deixa muito óbvio o que pensa. Strike é o típico personagem que sente afinidade por alguém próximo e faz de tudo para não revelar. Assim como tenta sempre manter uma distância segura para não se sentir próximo demais.
Ele não deixa que ninguém entre em seu caminho para descobrir a verdade, às vezes ele chega a ser até intrometido.

A pequenos trechos do livro contados sob o ponto de vista de Robin. É incrível como consegue ser tão útil e descobrir coisas de uma forma não oficial. Conforme vai se ''acostumando'' com o chefe[Strike] vai se soltando aos poucos. Não se importa em ajudá-lo em momentos pessoais dele. Robin consegue ser algo próximo a amiga de Strike e mesmo assim continuar sendo profissional. É bem expontânea e divertida.

Conforme você vai lendo, não consegue ter uma ideia de quem é o assassino. O final é bem surpreendente, mas em minha opinião pessoal o autor poderia ter escrito o julgamento do assassino. A leitura vai te levando e você não sabe e nem consegue palpitar para onde.

A escrita é bem detalhada e com algumas palavras não conhecidas. Nada de difícil, é de fácil compreensão, mas recomendo que esteja com um dicionário ao lado.

Li em algumas resenhas que a editora Rocco não é muito conhecida por trabalhos bons em seus livros publicados. Não tem um erro de palavra neste livro e a tradução está ótima.

A arte da capa original foi mantida e ainda contribui para um mistério. O edição é capa dura está muito boa, recomendo que compre a edição em capa dura e não em brochura.

 

21.3.14

{Texto} Respeito de opiniões.

     Estava assistindo a um vídeo bem interessante falando sobre Opiniões negativas sobre livros - este vídeo - e algumas ideias começaram a surgir na minha cabeça.
     O que dá o direito de uma pessoa xingar e amaldiçoar outra só por ter uma opinião oposta ou demasiadamente diferente da sua? Nenhum! As pessoas tem que aprender a dialogar e não a apelar. Ninguém é obrigado a pensar igual a uma determinada pessoa; pessoas tem opiniões diferentes - mesmo quando são quase idênticas, sempre tem algo diferente - e muito relativas. Xingar e amaldiçoar só faz com que a pessoa que está mandando o xingamento e a maldição carregue algo ruim dentro de si, e isso de forma alguma afeta negativamente a pessoa que está recebendo o xingamento ou a maldição. Pode ser que a pessoa Y fique chateada ou triste por estar recebendo um xingamento horrível, mas depois passa. Mas e a pessoa X que está carregando um sentimento ruim dentro de si? Faz mais mal para quem nesta história toda? Não precisamos aceitar ou sermos forçados a aceitar uma opinião. Cada pessoa pensa de um jeito diferente e nunca igual. Nessa questão entra também a questão de padrões estúpidos e assim por diante.  
     Tudo bem que tem a questão do anonimato - também comentado pela Tatiana Feltrin em seu vídeo - e que as pessoas decidem ser pessoas diferentes da que realmente é, mas anonimato não te dá o direito de ofender alguém. As pessoas precisam aprender a função e a usar determinadas ferramentas da internet.
Segundo o conceito de Anonimato do Wikipédia: ''
Anonimato é a qualidade ou condição do que é anônimo, isto é, sem nome ou assinatura. Deriva do grego ανωνυμία, que significa "sem nome".
Com o advento das mensagens por telecomunicações e, em particular, pela Internet, designa o acto de manter uma identidade escondida de terceiros.
O anonimato ocorre:
  • quando se trata de um acontecimento ou de uma obra muito antiga, à qual não é já possível atribuir um autor;
  • quando o autor do acto ou obra pretende deliberadamente esconder a sua identidade.''
Nunca chegaremos a uma sociedade perfeita em que não existam pessoas que agem como babacas na internet, mas poderemos, pelo menos, eliminar 85, 90% desse ato desrespeitoso e maudoso.
     Limitar-se a dar a sua opinião e não expressá-la. O que precisa ser aprendido é dar uma opinião negativa passando tudo o que você quer passar e respeitar ao mesmo tempo. Não é escolha de palavras. A partir do momento em que você respeita a todos e a tudo, a escolha de palavras não é mais uma prática é algo espontâneo.
     Como o dito popular: ''respeito é bom e todo mundo gosta''. Então por que não ser respeitoso com todos? Ainda mais aqueles que discordam de você ou é exatamente oposto a você? Já pensou que tudo que é igual não é legal, é chato, entendiante? Precisa existir uma diversidade de tudo no mundo para que o mundo gire, se tudo for igual o mundo para.
      Não existe uma solução para comportamentos imaturos e sem motivos, não só na internet como em qualquer lugar. Isso já vai do bom senso de cada um e de como cada um pensa. Só precisamos colocar um pouco a mão na cabeça e começar a pensar que vivemos em uma sociedade com pessoas que possuem sentimentos e que, de uma forma ou de outra, merecem respeito.
     Não apele para um ponto pessoal ou doloroso. Debata! Exponha a sua opinião. Diga o que você pensa sem medo de dizer. Seja coerente nas suas opiniões. Respeite a opinião dos outros e evolua mentalmente.
 

11.3.14

{Resenha} Os últimos quartetos de Beethoven - Luis Fernando Ver!ssimo

Título: Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos
Autor: Luis Fernando Ver!ssimo
Número de Páginas:162
Editora: Objetiva
Preço: R$29,00 - pesquise no Buscapé e achará mais barato.
Recomendado: Sim!
Sinopse: '' Uma espanhola misteriosa e sensual, um ex-preso político atormentado por uma mancha no carpete, um expert em vinho que não bebe, um homem que precisa decidir até onde ir para ganhar uma promoção, uma violoncelista que exerce um estranho domínio sobre cinco amigos. Sem contar a empregada doméstica que resolve todos - eu disse todos - os problemas da casa. Quem mais além de Cremilda seria capaz de se livrar do agiota que inferniza a família e ainda por cima fazer um manjar branco igual ao da mãe?

Esta galeria irresistível de personagens está nos dez textos reunidos neste volume. Luis Fernando Verissimo vai do drama a comédia, com incursões aqui e ali na tragicomédia. Como no caso do homem, que durante um enfarte, tenta se lembrar de onde botou o remédio e o que vêm à mente são as ruis de Copacabana, o Gordo e o Magro, as capitanias hereditárias, a linha média do Flamengo tricampeão dos anos 1940 e Gisela. Ah, a Gisela!

Os cinco eram apaixonados pela Livia. Um dia ela teve a ideia de um pacto de sangue para unir a turma até a morte. A amizade sobreviverá ao ritual? A resposta você encontra no texto inédito que batiza o primeiro livro só de contos de Luis Fernando Verissimo. A enigmática Livia é um dos personagens recém-saídos da imaginação do autor. A ela se juntam figuras igualmente fascinantes, como a eficiente Cremilda e voluptosa Dolores Fuertes y Obregon - ou melhor, Dolores. Ou melhor ainda, Lo, para os íntimos.

Amor, sexo, relacionamentos, obsessões, violência, morte, tem de tudo aqui, em histórias ligeiras, como a do passageiro com fobia de avião, ou mais densas, como a do ex-militante assombrado por lembranças do passado. Vícios e virtudes do ser humano temperados pelo humor incomparável de um mestre da narrativa curta. ''

O livro é simplesmente incrível! Indescrítivel! Perfeito! São dez contos engraçados e com uma escrita super leve, flue que é uma beleza.

Os contos não são longos - com exceção do O expert e A mulher que caiu do céu( são os dois últimos contos) - e nada complicados de compreenção e escrita. As letras são grandes e possue grandes espaços entre as frases.

Gostei mais do Memórias, Lo e A mulher que caiu do céu. Não gostei muito do conto que leva o título do livro.

Os temas dos contos não são comuns, são bem polêmicos. Não será fácil encontrar um conto com algum tema que está neste livro.

A escrita é bem leve, super gostosa e nada complicada. Por causa disto, dá para ler em um dia.