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''Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim,
e ter paciência para que a vida faça o resto.''
(William Shakespeare)

25.8.13

[Texto] Memórias


           Uma menina está deitada em sua cama, esperando ansiosamente seu sono dar as caras, a solidão está presente, deixando-a escapar um sorriso ao lembrar-se de memórias a muito esquecidas. Ao relembrar de seu ex-namorado o deseja morto, porém não seria muito mais fácil desejá-lo vivo do que morto? A morte é muito fácil, ás vezes sem dor e rápida, a vida é mais difícil. As pessoas te fazem sofrer, chorar tanto que nem o céu é capaz de fazê-lo, ferir como milhões de facas cravadas ao seu coração de uma vez, enganar-te melhor do que a própria mentira, fingir seu bem, mas esperando a oportunidade de enfiar uma faca em suas costas, quando está quase morrendo por dentro, precisando de alguém, ninguém aparece, porém quando outro precisa de alguém lhe vem pedindo sua ajuda, como se isso fosse justo, sincero e honesto. Diz de te amar com toda a vida, mas na primeira oportunidade de abandonar-te não pensa duas vezes, simplesmente te deixa como se você fosse invisível, sem importância, sem luz própria e nem existência.  

No lugar do coração tem um gelo, o mais frio de todos, nem capaz de estar sob a maior paixão de todas, do fogo mais ardente do mundo, não derrete, se fortalece na própria dor e na própria frieza e crueldade.

Seus amigos lhe passam na cabeça, pensara que não sentia tanta afinidade quanto sentira naquele momento por pessoas que ela não levaria para o resto da vida, contudo sentiria muita saudade daqueles que a fizeram companhia por uma parte de sua vida, por tanto tempo. Apesar de todo esse sentimento que sempre sentia por pessoas merecedoras e dignas de um bom sentimento, sabia que não poderia se empolgar e esperar um milagre acontecer e a vida não separá-los, enviando-os para caminhos diferentes na qual o final era o mesmo e nunca se cruzavam, simplesmente afastavam-se muito mais, com um grande abismo aberto, não podendo ser preenchido por nada, simplesmente vazio e sem vida, sem realmente importância, mas sempre bem vivo e  presente em suas vidas.

Ela acredita que levará somente um para o resto de sua, ela esperava isso mais do que esperava dos outros, é seu melhor amigo, seu guardador de segredos, confessador e íntimo. Ele é capaz de fazê-la cair na real, ficar feliz, tirar sorrisos dela de todas as formas que um amigo é capaz de fazê-lo, parar pra pensar nas coisas e não cometer tantos erros assim. Simplesmente ser feliz. Ele a amava assim como ela o amava; já se sentiam irmãos e nada mudaria isso. Brigas bobas fazem parte, mas se recuperam das poucas que têm. Nada poderia separá-los. A amizade deles seria eterna. Nunca sentira uma amizade tão verdadeira quanto aquela que compartilha com ele. Nunca sequer vira uma amizade tão forte e verdadeira em sua minuciosa vida. Ela sabia que jamais se separariam e se as pequenas chances ocorressem de fato, ele nunca a esqueceria assim como ela também nunca o deixaria cair no fundo de suas péssimas lembranças.

Dizem que a amizade é um amor que nunca morre e acredito nisso. Mais do que nunca, depois de ter uma pessoa tão maravilhosa presente em minha vida. Nunca o esquecerei. Com pensamentos felizes, finalmente a solidão a pega. E vai dormir com um enorme sorriso nos lábios. 

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